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Yekerre-kumá-ete-nain (Colher de pegar pequi cozido)

Há um artefato usado no processamento do pequi que é típico da cultura Waurá: trata-se de uma pequena rede de formato arredondado, atada a um cabo de cerca de 180 cm de comprimento, usada para retirar os pequis cozidos das grandes panelas de barro. Seu nome é Yekerre-kumá-ete-nain.

Interessante que na mitologia Waurá, o pequi se origina do corpo do jacaré macho. O nome do pequi na linguagem corrente em Waura é Akain, mas em linguagem familiar e jocosa ele é designado como “pênis de jacaré” (Yekerre-kumá-ete). Por isso o instrumento usado para pegar pequi de dentro da panela é chamado Yekerre-kumá-ete-nain – ou seja, involucro do pênis de Yekerre-kumá.

* Trecho da publicaçao A festa do pequi e o zunidor entre os índios Waurá, da antropóloga Vera Penteado Coelho

Castanha de Pequi

Embora não seja básico na subsistência alto xinguana, o pequi é um alimento muito apreciado como complemento da dieta, ao que os Waurá conhecem 20 variedades dessa fruta. Pode ser consumido cru, sozinho ou misturado ao mingau de mandioca ou então cozido, separando-se a polpa em pequenos pedaços ou reduzindo-o a forma pastosa, até obter-se… Leia Mais

Matapu quer comer cabelos pretinhos de Matsi

Baseado no ritual alto xinguano Festa do Zunidor entre os índios Waurá (obs: esta ‘e explicação do zunidor, o normal e aquele grandão, posso fazer uma pequena tb mais explicativa caso queira.) Por baixo dos longos cabelos pretinhos, a menina moça tinha os seios pequenos e nus e deitava esparramada na rede de buriti. Rec,… Leia Mais

Flautas sagradas, uma herança do herói Datamare

Os Enawene-Nawe contam que no passado mítico a aldeia era construída simplesmente pelo toque mágico de flauta tocada pelo herói Datamare. Ao som da flauta, os paus saíam de dentro d’água e formavam, primeiro, a casa das flautas e em seguida, as outras casas. Certa vez o irmão de Datamare, Wayarioko, ao tocar a flauta,… Leia Mais

Colar de Tucum, Inita

Protege a criança dos perigos e dos seres sobrenaturais maléficos Após os dois meses de vida, a criança enawene já se encontra mais “forte” ou “durinha”. Os adornos corporais são trocados: tornozeleiras e pulseiras de linha de algodão são substituídas por outras, feitas de sementes de tucum. As crianças passam a usar um bracelete amarrado… Leia Mais

Cinto de Tucum, Um sinal de fertilidade

Certo dia, Atolo, ainda adolescente, pediu à sua mãe que a enterrasse. Diante da insistência e tomada de profunda tristeza, a mãe, por fim, atendeu ao pedido da filha, enterrando-a até a cintura numa terra fofa e fria. Após seu enterro, a menina Atolo pediu à sua mãe que não olhasse para trás, devendo regressar… Leia Mais

Aro de borracha, Barase

Os Enawene-Nawe definem categorias de idade especificadas por uma ornamentação corporal, hábitos alimentares e condutas sociais (SÁ, 1996, p. 1). Quando a criança começa a andar e a balbuciar as primeiras palavras, ela entra na fase atunahare(lo)se. As meninas passam a usar, daqui para frente e para sempre, um aro de borracha, barese, feito com… Leia Mais

Parto enawene – o nascimento de uma mãe

Baseado em relato antropológico entre os índios Enawene Nawe. Tiepi estava todo sujinho de terra, melecado de sangue e restos de sua placenta. Acabara de nascer no mundo dos humanos. Sua avó o pegou, assim que saiu do ventre da mãe e o colocou, ainda morno, deitadinho sobre a terra. As três mulheres, sentadas no chão, olharam fixo para o bebê, esperando pelo… Leia Mais

Rede Yawalapiti

É durante a reclusão, o ritual de passagem da menina que se torna mulher, que as índias Yawalapiti aprendem a confeccionar as redes da fibra do buriti. Após a primeira menstruação, elas são confinadas num pequeno espaço da casa familiar, durante um período que pode durar meses ou anos. Dois paus de madeira fincados na… Leia Mais

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