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Castanha de Pequi

Embora não seja básico na subsistência alto xinguana, o pequi é um alimento muito apreciado como complemento da dieta, ao que os Waurá conhecem 20 variedades dessa fruta. Pode ser consumido cru, sozinho ou misturado ao mingau de mandioca ou então cozido, separando-se a polpa em pequenos pedaços ou reduzindo-o a forma pastosa, até obter-se um doce de sabor muito agradável. Sua castanha, além de ser servida em ocasiões festivas, é uma das iguarias mais finas da culinária indígena.

No Ritual do Kuarup se destaca a enorme importância simbólica da fruta. Uma parte imprescindível da cerimônia funerária alto-xinguana é a oferta da castanha de pequi aos chefes das aldeias convidadas por parte de uma moça reclusa da aldeia anfitriã. Ao aceitar a oferta, os chefes, ajudados por seus camarás, trocam as jarreteiras da moça. Isso simboliza que as aldeias convidadas e a aldeia anfitriã estreitam seus laços de amizade por meio da troca de mulheres, pois tirar as ligas significa estar elegendo a moça como esposa em potencial.

* Trecho da publicaçao A festa do pequi e o zunidor entre os índios Waurá, da antropóloga Vera Penteado Coelho.

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